Homenagem aos maiores FOTÓGRAFOS do Brasil e do mundo.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

O novo olhar de Sebastião Salgado sobre Serra Pelada

Vista geral em 1986 da mina de Serra Pelada, onde trabalharam 50.000 mineiros. 
Foto: Sebastião Salgado

Publicado originalmente no site do jornal El País Brasil, em 29 de julho de 2019 

O novo olhar de Sebastião Salgado sobre Serra Pelada

O fotógrafo brasileiro expõe em São Paulo 31 imagens inéditas do formigueiro de garimpeiros que o consagrou em 1986

Por Naiara Galarraga Gortázar 

Sebastião Salgado revisita, com a perspectiva oferecida pela passagem do tempo, o trabalho que o consagrou como fotógrafo de realidades incômodas que ele transforma em arte: Serra Pelada, o impressionante formigueiro de trabalhadores atraídos para a Amazônia brasileira por uma febre do ouro que ele fotografou em 1986. As imagens em preto e branco de dezenas de milhares de homens carregando sacos, encharcados, embriagados pelo sonho de ficar ricos, causaram grande impacto. O fotógrafo brasileiro, de 75 anos, reúne agora 56 fotografias (31 delas inéditas) na exposição Gold − Mina de Ouro Serra Pelada, recém-inaugurada em São Paulo, com curadoria de sua esposa, Lélia Wanick Salgado. A mostra tem uma versão em livro para o público em geral e outra para colecionadores, ambas editadas pela Taschen.

Depois de esperar seis anos para que as autoridades da ditadura militar o autorizassem a visitar aquela que se transformou na maior mina a céu aberto do mundo, Salgado e sua câmera passaram 33 dias naquela cratera aberta no Pará. “O que dizer desse metal amarelo e opaco que leva homens a abandonar seus lares, vender seus pertences e cruzar um continente a fim de arriscar suas vidas, seus corpos e sua sanidade por causa de um sonho?”, pergunta-se o fotojornalista na apresentação da exibição. Três décadas depois, numa manhã recente, dezenas de visitantes enchem uma sala do SESC Paulista para descobrir as fotos que mostraram Serra Pelada ao mundo ou ver com novos olhos as imagens desses homens que encarnam esforço e delírio. Muitos dos que observam absortos as imagens não tinham nascido quando foram feitas, em uma época em que Salgado viajava com 400 filmes. E as fotos eram meditadas.

A paciência de Salgado para obter autorização foi recompensada porque aquilo era uma realidade alucinante. Intensa. Fugaz. Milhares de brasileiros − incluindo médicos e advogados, não só pobres e aventureiros − desembarcaram lá pouco depois da descoberta do ouro. Chegaram a somar 50.000 garimpeiros.

Assim como nos formigueiros de verdade, sob aquela aparência de caos, a atividade estava minuciosamente organizada. Os pioneiros dividiram o terreno. Cada um ficou com a propriedade de uma área de 2 metros por 3. O que dela saísse era dele. Os seguintes foram se tornando empregados, como os que escavavam com picareta e os formigas, que subiam com sacos pesados por precárias escadas de madeira batizadas como “adeus, mamãe”. Trabalhavam até que o corpo aguentasse em troca de tentar a sorte. No fim do dia, podiam escolher um dos sacos. Na maioria das vezes, era só terra. O próprio fotógrafo, nascido em Minas Gerais, o Estado mineiro por excelência do Brasil, considera que o ouro é “um amante imprevisível”.

Wanick Salgado explica por telefone de Paris, onde vive o casal, que a ideia de voltar ao arquivo surgiu enquanto seu marido se recuperava de uma operação no joelho. “Vimos que havia tantas fotos boas que poderíamos fazer um livro e talvez uma exposição.” Ela assinala que o significado das imagens não variou nestas mais de três décadas. Retratam uma obra monumental, como “a construção das pirâmides do Egito ou as minas do rei Salomão”.

Os olhos arregalados que Salgado depois retratou certamente examinaram com curiosidade aquele homem com uma câmera quando ele chegou à mina. Sua esposa conta que de tão loiro de olhos azuis, pensaram, por um mal-entendido, que tinha sido enviado pela empresa de mineração, mas não. Quando a polícia “o algemou diante de todos, perceberam que não podia ser da empresa, era um amigo”.

 Uma das pessoas que chegaram a Serra Pelada 
na febre do ouro, fotografada em 1986.
Foto: Sebastião Salgado 

Salgado, que em 1981 ficou conhecido por fotografar o atentado a tiros ao qual o então presidente americano Ronald Reagan sobreviveu, escolheu o preto e branco para seu projeto sobre a mina. Uma decisão, na esteira de Edward Weston, George Brassaï e Robert Capa, que dá um poder extraordinário ao seu trabalho. O fotógrafo brasileiro é um visionário ao escolher os temas. Nos anos 1990, o declínio do trabalho industrial; nos anos 2000, as migrações em massa e a África. Agora está mergulhado em um projeto para documentar a Amazônia e seus habitantes.

O ouro acabou uma década depois, a cratera é agora um lago poluído, mas a mineração ilegal persiste no Brasil, embora não tenha havido um fenômeno igual ao de Serra Pelada. Desde que Jair Bolsonaro assumiu a presidência, o problema se expandiu em terras indígenas do Pará e de Roraima, segundo imagens de satélite analisadas pela BBC. É uma das ameaças ao meio ambiente, um assunto que preocupa o casal Salgado, que tem uma fundação para recuperar a mata atlântica em Minas Gerais. Embora viva em Paris, o artista se preocupa com seu país natal. “O Brasil é um país que lutou para criar grandes instituições, que agora correm sério risco”, declarou o fotógrafo na inauguração da mostra, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Ele destacou a Fundação Nacional do Índio (Funai): “O Governo atual está destruindo essa grande instituição sem apresentar nenhum outro programa”.

Fora das fotografias ficou parte da história de Serra Pelada. A daqueles garimpeiros fora do trabalho e a do major Sebastião Curió, que foi enviado pelo governador paraense para impor a ordem em meio à chegada em massa de garimpeiros. Ele proibiu as armas, o álcool e as mulheres; e determinou que todo o ouro fosse vendido através de uma caixa pública por um preço fixo. Os bares e as prostitutas − chegaram a ser 5.000 − se instalaram a 30 quilômetros de distância, onde nasceu uma cidade, Curionópolis. O militar do qual a cidade herdou seu nome chegou a ser prefeito.

Texto e imagens reproduzidos do site: brasil.elpais.com

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Corpo do fotógrafo Pedro Leite é sepultado em Aracaju (SE)

Pedro Leite/ Foto: arquivo pessoal

Publicado originalmente no site Fan F1, em 03/09/2018 

Corpo do fotógrafo Pedro Leite é sepultado em Aracaju (SE)

Por Leonardo Barreto

O fotógrafo Pedro Leite, de 54 anos, morreu depois de ter sofrido um infarto no final da manhã do sábado, 1, no município de Santo Amaro das Brotas (SE). Ele era funcionário público e trabalhava na campanha de um candidato a deputado federal, quando passou mal. O corpo do profissional foi sepultado no final da manhã desse domingo,  no Cemitério Colina da Saudade, em Aracaju (SE).

A irmã de Pedro, Mônica Leite, que também é fotógrafa disse em entrevista ao Fan F1, que seu irmão apaixonou-se pela fotografia de forma inesperada. “Quando menos imaginei, Pedro já estava fotografando, fazendo cursos e se especializando na área, isso me trouxe muita alegria”, contou.

O repórter-fotográfico André Moreira lembrou do colega de profissão com quem dividiu bons momentos de aprendizado. “O melhor profissional na área de fotografia publicitária que já passou pelo estado de Sergipe. Ótimo profissional, pai, marido e ainda ótimo amigo. Gente muito boa e decente”, pontuou.

O amigo e também repórter-fotográfico Jorge Henrique lamentou a morte repentina de Pedro Leite. “Era um cara estudioso, conhecia muito bem seu equipamento, tirávamos muitas dúvidas um com o outro, aprendi muito com ele”, finalizou.

Pedro era casado e deixou duas filhas, de 18 e 20 anos.

Veja algumas fotografias feitas por Pedro Leite:

 Foto: arquivo pessoal

 Foto: arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal

Texto e imagens reproduzidos do site: fanf1.com.br

domingo, 2 de setembro de 2018

Fotógrafo morre durante atividade de campanha eleitoral

Pedro Leite: um ser de sorriso fácil e profissionalismo (Foto: redes sociais)

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 01 de setembro de 2018 

Fotógrafo morre durante atividade de campanha eleitoral

O fotógrafo Pedro Leite, 53, assessor do deputado federal Fábio Reis (MDB) faleceu neste sábado, 1º, durante atividade profissional, em campanha do parlamentar que disputa a reeleição. De acordo com informações da assessoria parlamentar, o fotógrafo sentiu-se mal durante a atividade de campanha que estava acontecendo na cidade de Maruim. Ele chegou a ser socorrido com vida, mas morreu em uma unidade de saúde local. Há suspeita que ele tenha sofrido um infarto.

O governador Belivaldo Chagas (PSD), aliado do deputado Fábio Reis, também estava na campanha eleitoral no momento em que Pedro Leite passou mal. Tanto o governador quanto o deputado suspenderam os atos que ocorreriam neste sábado, 1º, e estão prestando solidariedade à família do fotógrafo, segundo a assessoria. Esta é a segunda campanha eleitoral que Pedro Leite participa ao lado da equipe de assessores do deputado Fábio Reis.

O corpo de Pedro Leite foi liberado no início da tarde deste sábado, 1º, e será velado a partir das 17h no Cemitério Colina da Saudade, na capital sergipana, onde será sepultado às 10h deste domingo, 2. Pedro Leite era bem relacionado entre os colegas de profissão e deixa esposa e filhos.

Por Cassia Santana

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

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Homenagem do Blog ao fotógrafo Pedro Leite
Fotos: Pedro Leite
Reproduzidas do site: skyscrapercity.com
(Postadas no site: [skyscrapercity.com] por Raul Lopes)

 Foto: Pedro Leite

 Foto: Pedro Leite

Foto: Pedro Leite

domingo, 14 de setembro de 2014

Fotojornalismo


Em março de 1993 o fotógrafo Sul Africano Kevin Carter fez uma fotografia no Sudão que seria uma das fotos mais impactantes da história do fotojornalismo, ganhadora do pulitzer em 1994 a foto gerou uma discussão a nível mundial sobre a conduta do profissional.


Foto reproduzida do site: jaguaracu.net/

Mundo Animal

Confira o trabalho de Nick Brandt em seu site oficial.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Fotojornalismo - Mundo Animal

Publicação originária do site G1 Natureza, em 7/03/2014.

Leoa enfrenta grupo de crocodilos em disputa por hipopótamo; veja foto
Cena foi registrada por fotógrafo de férias em reserva natural do Quênia.
Hipopótamo havia morrido na noite anterior na beira de um rio.

 Leoa enfrenta vários crocodilos ao disputar carne de 
hipopótamo morto em reserva no Quênia.
 (Foto: Richard Chew/Caters News/The Grosby Group)

Detalhe da imagem que mostra o embate
 entre a leoa e os crocodilos.
 (Foto: Richard Chew/Caters News/The Grosby Group).

Uma leoa entrou em um rio cheio de crocodilos para disputar a carne de um hipopótamo na reserva natural Masai Mara, no Quênia. A cena foi registrada pelo fotógrafo e gerente de tecnologia da informação Richard Chew.


O fotógrafo contou à agência Caters News que o hipopótamo havia morrido na noite anterior e que seu corpo permaneceu durante horas no local. A leoa da foto, que caçava ao lado de outro leão, já tinha sido vista espreitando o hipopótamo no início do dia. Mas ela estava do outro lado do rio. Mais tarde, quando ela finalmente conseguiu chegar ao corpo, o rio já estava lotado de crocodilos.

Apesar de estar em desvantagem numérica, a leoa enfrentou os crocodilos, em uma tentativa de afastá-los do hipopótamo morto. As imagens feitas por Chew, que estava de férias na África com a mulher, mostram o momento em que os animais disputam um pedaço de carne da carcaça.

"Dois leões avistaram o hipopótamo primeiro, mas não conseguiram alcançá-lo, já que estávam do outro lado do rio. Eles não mostravam nenhum medo. O rio estava cheio de crocodilos querendo um pedaço do hipopótamo, mas os leões estavam travando uma boa luta. Foi impressionante assistir à cadeia alimentar da vida selvagem em ação", disse Chew.


Fotos e texto reproduzidos do site: g1.globo.com/natureza

quarta-feira, 19 de março de 2014

No momento exato, com Fernando Gomes.

 O melhor amigo do homem.

A vida por um fio.
Fotos: Fernando Gomes.

Publicação de Armando Fávaro - Fotojornalista e editor assistente de fotografia do jornal O Estado de S.Paulo.
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No momento exato, com Fernando Gomes.
Por Armando Fávaro.

O Fotojornalista gaúcho Fernando Gomes nos traz duas fotografias premiadas na categoria P&B do Nikon Photo Contest Internacional e no Prêmio ARI (Associação Rio-grandense de Imprensa) na categoria fotojornalismo.

Na primeira imagem, O melhor amigo do homem, Fernando conta que estava de licença médica, tinha quebrado o joelho, e foi avisado pela sua mãe que um brigadiano tentava prender um jovem. “Peguei a câmera com uma lente 300mm e com a bengala fui ver o que ocorria e me deparei com esta situação. Em momento algum vi o cão, somente na hora de revelar o filme. Foi a grande surpresa da foto.”

Já a imagem A vida por um fio foi capturada na região de Santa Maria, várzea do rio Toropí, durante uma grande enchente que assolou o Rio Grande do Sul. Segundo Fernando, “O motorista do carro trafegava pela rodovia e quando percebeu que a estrada tinha sido levada pela água, freou forte e conseguiu parar, mas teve que ficar com o pé sobre o para-choque, para que a família saísse do automóvel e o fusca não caísse no rio.”

Foto e texto reproduzidos do site: blogs.estadao.com.br/armando-favaro

fernandofotogomes@gmail.comI